Jovem de Imbituba realiza tratamento experimental após lesão medular Kauã Aguiar, de 23 anos, está entre os primeiros pacientes da região a ter acesso ao procedimento experimental com a aplicação de polilaminina

O jovem Kauã Lori Toledo de Aguiar, de 23 anos, iniciou uma nova etapa no processo de reabilitação após sofrer uma grave lesão na medula espinhal em um acidente de trânsito registrado em novembro de 2025, em Imbituba. Recentemente, ele passou por um procedimento experimental com a aplicação de polilaminina, substância ainda em fase de estudos voltada à regeneração medular.

A aplicação foi realizada na sexta-feira (10), no Hospital Dom Joaquim, em Sombrio, após autorização para uso compassivo, modalidade que permite o uso de tratamentos experimentais em casos específicos. Kauã está entre os primeiros pacientes da região a ter acesso ao procedimento.

No acidente registrado em 25 de novembro, em que foi arremessado contra a calçada e atingiu um poste, ele foi socorrido desacordado em Imbituba. Após atendimento inicial, Kauã foi transferido para Tubarão e, posteriormente, para São José, onde passou por cirurgia para estabilização da coluna. Exames apontaram uma fratura na região cervical com lesão medular completa, quadro que reduz significativamente as chances de recuperação dos movimentos.

Desde então, ele segue em recuperação em casa e, diante das limitações dos tratamentos convencionais, passou a buscar alternativas. “No início, a gente nem imaginava que teria acesso a algo assim tão cedo. Estávamos tentando nos adaptar à nova realidade”, relatou. Desde o acidente, a trajetória de recuperação de Kauã tem sido acompanhada por familiares, amigos e membros da comunidade, que seguem prestando apoio. Com o início do novo tratamento, a expectativa se renova em torno dos próximos passos e da evolução clínica.

A possibilidade do tratamento experimental surgiu após pesquisas da família e acompanhamento de outros casos semelhantes. No entanto, segundo Kauã, a concretização do procedimento só foi possível após o contato com o médico responsável. “Quando já achávamos que não conseguiríamos, entrei em contato com o doutor Angelo Formentini. Ele foi extremamente prestativo, atencioso e se dedicou incansavelmente para viabilizar o tratamento. É um profissional com verdadeiro interesse em ajudar as pessoas”, destacou.

O jovem reforçou a gratidão ao médico, apontando que a atuação dele foi determinante para que o procedimento se tornasse realidade. “Ele merece todo o destaque nesse processo. Sem o empenho dele, provavelmente não teríamos conseguido”, completou.

Mesmo sendo um tratamento ainda em fase de estudo, Kauã afirma que a decisão foi motivada pela possibilidade de avanço no quadro clínico. “Diante de uma lesão completa, qualquer chance de melhora já é significativa. É uma esperança real, principalmente vendo resultados em outros pacientes”, explicou.

Agora, o jovem será acompanhado por equipe médica para avaliação dos efeitos da substância ao longo dos próximos meses. A expectativa está voltada para possíveis ganhos na qualidade de vida e na autonomia. “Se eu puder recuperar movimentos, será algo incrível. Mas só de conseguir mais independência nas atividades do dia a dia já representa muito”, afirmou.

Fonte: SulInfoco

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