
Eduarda Atkinson, moradora de Jaraguá do Sul, no Norte catarinense, perdeu os movimentos das pernas depois de um grave acidente ocorrido em janeiro deste ano, que resultou em lesão na medula espinhal e fratura da coluna vertebral. Apenas nove dias depois de passar por uma cirurgia realizada em março, em Foz do Iguaçu, no Paraná, ela registrou os primeiros movimentos voluntários dos membros inferiores.
A cirurgia foi viabilizada com apoio de um empresário, que custeou a viagem até o Paraná após Eduarda não encontrar o procedimento disponível em sua cidade. O tratamento utilizado envolve a aplicação de polilaminina, substância desenvolvida a partir da laminina — uma proteína presente naturalmente no organismo humano com função de estimular a regeneração de axônios, as estruturas condutoras dos neurônios.
A jovem compartilhou nas redes sociais o momento em que conseguiu movimentar a perna pela primeira vez desde o acidente. Em publicação própria, ela descreveu o feito com emoção: disse ter conseguido o movimento ainda que de forma sutil, com ajuda e com esforço, e que aquilo significava muito para ela.
A polilaminina é aplicada diretamente no local da lesão e funciona como uma espécie de apoio estrutural para que as conexões nervosas rompidas ou danificadas voltem a se formar. A substância pode ser administrada no momento da cirurgia de correção da coluna ou por via percutânea, em injeção guiada por raio-x.
O objetivo é reestabelecer a comunicação entre o cérebro e os membros, permitindo que os sinais motores e sensoriais voltem a trafegar pelo canal vertebral. O caso de Eduarda segue com acompanhamento por especialistas. Até a última atualização, a paciente mantinha o processo de reabilitação em andamento, com os primeiros resultados registrados poucos dias após o procedimento.
A evolução clínica e a resposta ao tratamento continuam sendo monitoradas.
Fonte: Jornal Razão







