Esclerose múltipla: reconhecer os primeiros sinais pode fazer toda a diferença no tratamento Ente os sintomas frequentes está a fadiga intensa, considerada uma das queixas mais recorrentes entre pacientes com a doença

A Esclerose Múltipla ainda é cercada de dúvidas, especialmente quando o assunto são os sintomas iniciais. Trata-se de uma doença neurológica crônica, autoimune, inflamatória e desmielinizante que afeta principalmente adultos jovens, entre 20 e 40 anos, sendo mais comum em mulheres, numa proporção de duas para cada homem.

De acordo com a neurologista Dra. Fernanda Coan Antunes, a atenção aos primeiros sinais é essencial para um diagnóstico precoce e início rápido do tratamento. “Reconhecer os sintomas logo no começo pode impactar diretamente na evolução da doença e na qualidade de vida do paciente”, destaca.

A doença provoca uma inflamação no sistema nervoso central, comprometendo a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo. Como as lesões podem ocorrer em diferentes áreas, os sintomas variam bastante de pessoa para pessoa e podem surgir de forma aguda ou subaguda.

Entre os sinais mais comuns estão perda visual, diminuição de força muscular, formigamentos ou dormências pelo corpo, tonturas e alterações no equilíbrio. Outro sintoma frequente é a fadiga intensa, considerada uma das queixas mais recorrentes entre pacientes com esclerose múltipla.

“A diversidade de manifestações pode dificultar o reconhecimento da doença, o que reforça a importância de procurar avaliação médica diante de sintomas persistentes ou incomuns. Hoje contamos com diversos tratamentos modificadores da doença, que ajudam a controlar sua progressão e proporcionam mais qualidade de vida ao paciente”, explica.

O diagnóstico precoce, aliado ao acompanhamento especializado, é fundamental para reduzir os impactos da doença e permitir que o paciente mantenha suas atividades e bem-estar ao longo do tempo.

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