
Uma mulher de 33 anos teve uma corrida por aplicativo cancelada por uma motorista em Joinville na última quarta-feira (3), depois que a condutora percebeu que a passageira tinha deficiência intelectual e viajaria sozinha. A viagem já estava paga quando foi recusada. Conforme a Associação para a Integração Social de Crianças a Adultos Especiais (Apiscae), que atende a passageira, a mulher possui deficiência intelectual moderada e frequenta a instituição cinco vezes por semana.
Ela tem autonomia para circular pela cidade e utiliza diferentes meios de transporte sem acompanhante. Além disso, utiliza aplicativo para a instituição e retorna de ônibus para sua casa, ou seja, tem locomoção independente e autonomia plena. A entidade explica que naquele dia a aluna usaria o carro por aplicativo na volta para casa porque estava sem o passe de ônibus. A corrida já havia sido paga quando a motorista decidiu não realizar a viagem. Cerca de 15 minutos depois, outro veículo chegou ao local e fez o transporte normalmente.
A Apiscae afirma que costuma acompanhar o embarque dos alunos que usam aplicativos de transporte e avisar as famílias, e que a recusa aconteceu justamente nesse momento. Segundo a instituição a justificativa apresentada pela motorista foi que a passageira tinha deficiência intelectual e viajaria desacompanhada de um responsável. A entidade afirma que a situação causou constrangimento à aluna e às pessoas que presenciaram o episódio.
Em nota de repúdio publicada nas redes sociais, a associação classificou o caso como discriminatório e disse que ele escancara o preconceito enfrentado por pessoas com deficiência. “Mais do que um desrespeito individual, trata-se de uma postura que reforça preconceitos e estigmas que pessoas com deficiência enfrentam diariamente”, avalia.
A família registrou a denúncia dentro do próprio aplicativo. Até o momento da publicação da matéria, não havia manifestação pública da plataforma sobre o caso.
Fonte: Jornal Razão







