Quando a comemoração vira desconforto: um olhar para a sensibilidade auditiva

Foto: Imagem criada por IA

Em períodos de grandes eventos esportivos, é comum que a empolgação das torcidas seja acompanhada por buzinas, fogos de artifício, rojões e sons em alto volume. Para muitas pessoas, esses ruídos representam celebração. Para outras, especialmente aquelas com sensibilidade auditiva, podem significar momentos de intenso desconforto.

A sensibilidade auditiva é uma condição frequentemente observada em pessoas com transtornos do neurodesenvolvimento, embora também possa estar presente em outras situações. Sons que passam despercebidos para a maioria das pessoas podem ser percebidos como excessivamente altos, invasivos ou até dolorosos. Em alguns casos, essa experiência pode desencadear ansiedade, medo, irritabilidade, crises emocionais ou comportamentos de esquiva.

Por isso, em dias de jogos e comemorações, é importante que famílias e cuidadores se organizem com antecedência. Explicar que haverá mais barulho naquele dia, preparar um ambiente mais tranquilo dentro de casa, disponibilizar abafadores de ruído ou fones de proteção auditiva e oferecer atividades que transmitam segurança são medidas que podem ajudar significativamente.

Também é fundamental que a sociedade amplie seu olhar para essa realidade. A diversão de alguns não precisa representar sofrimento para outros. Pequenas atitudes, como reduzir o uso de fogos com estampido e respeitar as necessidades de quem possui hipersensibilidade auditiva, contribuem para uma convivência mais inclusiva e empática.

A inclusão acontece não apenas nas escolas, nos serviços e nas políticas públicas, mas também nos momentos de lazer e celebração. Compreender que existem diferentes formas de perceber o mundo é um passo importante para construirmos comunidades mais acolhedoras para todos.

Até a próxima coluna, um carinhoso abraço e uma ótima semana.

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