“Quem cuidará do meu filho quando eu não puder mais fazê-lo?” De acordo com o deputado Rodrigo Rollemberg esta é uma das maiores angustias das famílias atípicas no Brasil

Um seminário para discutir os desafios enfrentados por famílias atípicas, principalmente as que têm integrantes no espectro autista, foi realizado nessa terça-feira (30), pela Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados.

O debate ocorreu no plenário 13 e foi sugerido pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O objetivo é discutir a realidade das famílias atípicas brasileiras que assumem, diariamente e por décadas, a responsabilidade pelo cuidado integral de pessoas que demandam apoio substancial ou permanente.

Rollemberg afirma que muitos pais e mães deixam suas atividades profissionais, comprometem sua saúde e enfrentam, muitas vezes de forma solitária, os desafios relacionados à saúde, educação e inclusão comunitária de pessoas com algum tipo de deficiência. “Uma das maiores angústias relatadas por famílias em todo o país é a pergunta: ‘Quem cuidará do meu filho quando eu não puder mais fazê-lo?’”, afirma o deputado.

“Essa preocupação revela uma lacuna histórica das políticas públicas brasileiras: a insuficiência de serviços de apoio continuado às famílias, de programas de acolhimento temporário, de centros de convivência especializados, de residências assistidas e de estratégias de cuidado de longo prazo”, resume.

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