Cadeirante encontrada em condições precárias segue na residência, ao lado dos 24 animais O que acontecerá a seguir dependerá da situação da cadeirante e do estado em que os animais forem encontrados na próxima visita ao imóvel

Dias depois do flagrante em que uma cadeirante, de 52 anos, foi encontrada sozinha em uma casa infestada de fezes e urina de animais em Indaial, no Vale do Itajaí, a situação continua quase a mesma. A mulher de 40 anos apontada como responsável pelo imóvel foi ouvida na delegacia e liberada. Já a cadeirante, segue na residência, ao lado dos 22 cães e dois gatos que sobreviveram. A informação foi confirmada pela Prefeitura de Indaial. “Elas estão com os animais na casa”, relatou a administração, ao detalhar que tanto a responsável quanto a tia permanecem no local onde a ocorrência foi registrada.

O caso veio à tona na tarde do último sábado (28), quando os policiais se depararam com os cômodos tomados por grande quantidade de fezes e urina, e animais em situação de severa precariedade. Os oito animais mortos (sete cães e um gato) estavam dentro de sacos de lixo, em estado avançado de decomposição.

A responsável pelo imóvel é sobrinha da cadeirante. Ouvida pela Polícia Militar, ela afirmou que cuida do pai doente e que, excepcionalmente, teria deixado a tia sozinha naquele dia, motivo pelo qual não havia conseguido limpar a residência. Durante o atendimento, a mulher chegou a ser mordida por um dos cães e recebeu cuidados do Samu no local, assim como a cadeirante, sem necessidade de encaminhamento ao hospital.

O que mantém o caso em aberto é o desfecho. Segundo a Prefeitura de Indaial, a Assistência Social do município não teve como intervir porque as pessoas foram liberadas. A situação ficou pendente de nova verificação, e o que acontece a seguir depende da situação da cadeirante e do estado em que os animais forem encontrados na próxima visita ao imóvel, que estava prevista para esta semana.

Ainda de acordo com a prefeitura, o Bem-Estar Animal e a Polícia Militar devem ir até a casa para conferir se a limpeza foi feita e se os 24 animais que sobreviveram estão em melhores condições. Caso constatem que os maus-tratos continuam, a suspeita poderá ser encaminhada à delegacia. O caso segue em acompanhamento.

 

Fonte: Jornal Razão

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