Braço do Norte estreia equoterapia e 18 pacientes já começam o tratamento Novo serviço começa a atender pacientes encaminhados pela rede municipal de saúde; investimento na implantação chega a R$ 330 mil

Um novo tratamento passou a fazer parte da rede municipal de saúde de Braço do Norte. A equoterapia começou a ser oferecida nesta segunda-feira (3), inicialmente para 18 pacientes, após a assinatura da ordem de serviço que oficializou o início do programa no município.

A terapia utiliza o cavalo como recurso terapêutico e pode auxiliar no desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social. O serviço é destinado a pacientes que apresentem indicação clínica, entre eles pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), paralisia cerebral, Síndrome de Down, deficiência intelectual, transtornos do desenvolvimento neuropsicomotor e outras condições neurológicas ou físicas com impacto funcional.

O acesso ocorre pela própria rede municipal. O paciente passa primeiro pela Unidade Básica de Saúde e, quando houver indicação, é encaminhado ao Espaço Crescer, onde será avaliado pela equipe multiprofissional do AMENT. A partir da análise clínica e do cumprimento dos critérios de segurança do programa, o paciente poderá iniciar as sessões de equoterapia.

A implantação do serviço contou com R$ 330 mil em recursos de emendas parlamentares estaduais. Desse total, R$ 180 mil foram destinados pelo deputado estadual Pepê Collaço e R$ 150 mil pelo deputado estadual Oscar Gutz. A estrutura onde os atendimentos serão realizados foi cedida gratuitamente ao município por Belmiro Stang e pela Cabanha Stang e Silva.

Entre as primeiras famílias atendidas está a de Bernardo, de 5 anos, diagnosticado com TEA. A mãe do menino, Neoronilde da Silva Marques, acompanhou o primeiro atendimento e contou que a expectativa é grande. “Hoje foi o primeiro dia do Bernardo na equoterapia. A nossa expectativa é muito grande e estamos ansiosos para ver os resultados”, relatou.

A proposta é que o número de pacientes atendidos aumente gradualmente. A seleção, porém, depende de avaliação médica e multiprofissional, além de critérios relacionados à idade e às condições físicas, cognitivas e comportamentais de cada paciente para garantir que a atividade seja realizada com segurança.

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