
Quem passar pelo Centro de Criciúma na segunda-feira (21) poderá encontrar alunos do Instituto de Educação Especial Diomício Freitas em uma atividade diferente. A partir das 14h, eles estarão nas praças Nereu Ramos e do Congresso para conversar com a população sobre deficiência, acessibilidade e os cordões de identificação utilizados por algumas pessoas.
A ação será realizada no Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência e terá como um dos principais temas o significado dos cordões. Entre eles está o cordão de girassol, associado à identificação de pessoas com deficiências ou condições ocultas, e o cordão com símbolo de quebra-cabeça, utilizado como identificação relacionada ao autismo. Além de entregar materiais, os próprios alunos conversarão com quem estiver nos espaços públicos para explicar o que os cordões representam e por que o reconhecimento desses símbolos pode fazer diferença.
Para a diretora do instituto, Simone Bernardo, levar os estudantes para esse contato direto com a comunidade ajuda a transformar informação em compreensão. “A sociedade, a partir do momento em que consegue entender, quando olha a presença do cordão, olha com mais empatia, porque sabe que ali tem uma necessidade”, afirmou.
Informação também ajuda na autonomia
A iniciativa faz parte de um trabalho que busca preparar os alunos não apenas para o mercado de trabalho, mas também para uma vida mais autônoma. Dentro da instituição, eles aprendem sobre direitos, desenvolvem habilidades e conhecem recursos que podem facilitar a rotina.
O aluno Vinicius Soares conta que descobriu, por meio desse processo, direitos relacionados ao uso do cordão. “Eu não sabia dos direitos que tinha sobre o cordão. Com o uso, eu descobri que a gente tem benefícios em vários locais que frequenta, como no cinema”, relatou. A programação também permite que os estudantes ocupem espaços públicos e apresentem à comunidade, de forma direta, situações que fazem parte de suas próprias vidas.
Preparação para o mercado de trabalho
O Instituto Diomício Freitas é uma instituição sem fins lucrativos que atende jovens e adultos a partir dos 14 anos, com ingresso de novos alunos até os 35. O trabalho é voltado principalmente à preparação para a inserção profissional de pessoas com deficiência intelectual leve a moderada e autistas com nível 1 de suporte.
O percurso começa na turma de iniciação para o trabalho, com atividades relacionadas à identidade, reconhecimento de habilidades e potencialidades. Depois, os alunos passam pela pré-qualificação, quando aprendem sobre elaboração de currículo, entrevistas de emprego, comportamento no ambiente profissional e trabalho em equipe. A formação também inclui educação física, informática e artesanato.
O acompanhamento não termina quando o aluno consegue uma oportunidade profissional. A instituição também oferece suporte durante o processo de inserção no mercado, com possibilidade de acompanhamento da psicóloga em entrevistas e nas empresas. A assistente social também atua junto às famílias quando necessário.
Fonte: Engeplus







