Tampinhas que viram experiências: jovens do Senai ajudam alunos da Apae de Orleans Projeto uniu reciclagem, formação profissional e inclusão para transformar materiais descartados em recursos destinados a passeios e viagens dos alunos da instituição

O que muitas pessoas jogariam no lixo ganhou um novo destino em Orleans — e acabou se transformando em momentos de lazer para alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Jovens da Aprendizagem Industrial do Senai de Criciúma participaram do projeto “Plástico que Transforma”, iniciativa que arrecadou tampinhas plásticas e outros materiais recicláveis para serem comercializados e gerar recursos para a instituição.

A ação faz parte do programa ODS na Prática e foi desenvolvida em parceria com o FCO Grupo, formado pelas empresas Plaszom, GDM e DMG. Além de estimular a reciclagem e a destinação correta dos resíduos, o projeto colocou os estudantes do curso de Processos de Gestão e Controle de Materiais diante de uma situação real de trabalho, envolvendo etapas como coleta, separação e expedição dos materiais.

O dinheiro obtido com a venda dos recicláveis é utilizado pela Apae para proporcionar passeios e viagens aos alunos, ampliando as oportunidades de convivência, lazer e novas experiências. Para os jovens do Senai, a iniciativa também serviu como uma forma de perceber que os conhecimentos adquiridos durante a formação profissional podem ultrapassar a sala de aula e gerar impactos na comunidade.

“O mais importante desse projeto é mostrar aos nossos jovens que aquilo que aprendem dentro da sala de aula pode gerar um impacto real na comunidade”, destacou a professora do Senai de Criciúma, Patrícia Silva. Segundo ela, além das competências relacionadas à gestão de materiais e logística, os estudantes vivenciam conceitos como solidariedade, inclusão e responsabilidade social.

 

Encerramento reuniu estudantes e alunos da Apae

O projeto foi encerrado na última quinta-feira, dia 24, durante um evento do ODS na Prática realizado na Apae de Orleans. O encontro aproximou os jovens aprendizes dos alunos da instituição em uma programação marcada por música, dança e atividades de integração. Os alunos da Apae participaram com apresentações, enquanto os estudantes do Senai compartilharam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável trabalhados durante a iniciativa e conduziram brincadeiras e momentos de interação.

Para a supervisora dos cursos de Aprendizagem Industrial da Regional Sul do Senai, Ketlin Goulart de Medeiros, a experiência permite que os jovens percebam, na prática, como a formação profissional pode estar ligada à transformação social. Mais do que dar um novo destino ao plástico, o projeto mostrou que um material reciclável pode percorrer um caminho que começa na coleta e termina em uma experiência vivida por alguém que, de outra forma, talvez não tivesse essa oportunidade.

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