
A pergunta que muitas famílias de pessoas com deficiência evitam fazer em voz alta virou projeto na Apae de Criciúma. A instituição planeja construir uma Casa Lar com 30 vagas — 15 masculinas e 15 femininas — e atendimento 24 horas para quem, no futuro, não terá mais os pais por perto.
O terreno já está disponível, ao lado da Apae. Falta o dinheiro: o investimento estimado passa de R$ 8 milhões e depende da captação de recursos públicos. O projeto foi apresentado em entrevista ao Programa Mais da Rádio Som Maior.
“A gente precisa pensar no futuro dessas pessoas. O pai e a mãe não são eternos, então precisamos construir alternativas para que elas tenham onde morar e continuem recebendo o atendimento necessário”, afirma o presidente da Apae de Criciúma, Eduardo Reis de Farias.
A ideia é que a moradia funcione junto com os serviços já oferecidos pela instituição, com acompanhamento de profissionais da saúde e cuidadores.
Antes da Casa Lar, um prédio clínico
A expansão começa antes. Entre 2027 e 2028, a Apae prevê erguer um novo prédio clínico de três andares, mais de 1,5 mil metros quadrados e 29 salas. A estrutura vai concentrar equipes técnicas que hoje ocupam espaços da instituição — e os ambientes liberados devem abrir mais de 100 vagas de atendimento.
Autonomia começa na infância
O trabalho para esse futuro já acontece hoje, com crianças. As atividades incluem tarefas do cotidiano e o desenvolvimento de habilidades individuais.
“Se não tiver estímulo, pode até regredir. Por isso, é importante trabalhar constantemente as habilidades e a autonomia, respeitando aquilo que cada pessoa consegue desenvolver”, diz a coordenadora de Saúde, Andreza Dagostin Bilessimo.
Para a assistente social Patrícia Siqueira, o planejamento familiar precisa começar antes da emergência. “Muitas vezes, os pais estão muito focados no cuidado do dia a dia e acabam não conseguindo conversar sobre o que vai acontecer depois”.
Fonte: 4Oito







